A Missão Que Muda o Mundo
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (I Pe 2:9)
“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mt 5:13)
No mês de abril, vamos nos unir a outros peregrinos para orar e reafirmar as nossas convicções e ações cristãs junto a uma humanidade tão desmotivada e envergonhada por misérias e sofrimentos. Vamos celebrar, com alegria, a vinda de Jesus Cristo até nós para nos alcançar com o seu amor ilimitado na cruz e na sua ressurreição, desvendando, assim, o mistério da graça de Deus. Vamos declarar abertamente que amamos a Jesus Cristo e que estamos dispostos a manter os nossos olhos fixos nEle enquanto enfrentamos as vicissitudes da vida, nessa nossa jornada terrena, até que, então, sejamos libertos definitivamente dos males que nos cercam diariamente nesse mundo.
Reconheceremos o esforço exagerado de todos os missionários e obreiros de Deus, de perto e de longe, para levarem o bem “aos quatro cantos da terra”. Admiraremos, com entusiasmo marcante, o fato concreto de Deus ter confiado, a esses amados irmãos, a missão de levarem adiante a certeza de que Deus jamais abandona os que nEle depositam a sua esperança. Esses “cavaleiros do bem” cavalgam incansavelmente para compartilhar o amor de Deus com os pobres, ricos e com todos os pecadores que necessitam do socorro divino. Iludem-se todos aqueles que acreditam que a missão cristã já fez o suficiente. O mal continuará, até quando o Senhor permitir, a espalhar “seus tentáculos” pelo mundo, desrespeitando as famílias, as crianças, os jovens, a política, a economia, a educação, a saúde e as leis. Contudo, é pela fé que os missionários avançam, na certeza de que o mal não conseguirá parar aqueles que levam sacrificialmente, mas também espontaneamente e alegremente as sementes do evangelho da paz de cidade em cidade.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”( Rm 12.1) Através de nossa memória de fé, lembraremos que, desde os primórdios da fé cristã, o altar de Deus continua a esperar todos aqueles que desejam oferecer seus corações a Ele em sacrifício vivo, santo e agradável diante de todos os poderes egoístas e mesquinhos desse mundo, estejam onde estiverem. Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos. (Lc 10:3) A exemplo dos setenta e dois discípulos que o próprio Senhor Jesus comissionou e enviou de dois a dois e de casa em casa, avisando-os de que seriam enviados como ovelhas no meio de lobos e, portanto, em condição de desigualdade, é que esses missionários e obreiros do Senhor são humilhados, privados muitas vezes do aconchego da família, dos amigos, da segurança e de noites de sono tranquilo, sem reclamarem ou desistirem de sua missão. Sabemos que todas essas privações resultam da entrega total de suas vidas ao Senhor e da certeza de que a batalha não seria nada fácil de travar, uma vez que são identificados pelo próprio Senhor como “ovelhas frágeis” tendo de enfrentar “lobos vorazes” em seus ataques cruéis.
Respeitaremos a sua forma de relativizar os bens materiais colocando-os num lugar em seus corações onde jamais teriam a primazia sobre a suas vidas, ou seja, por amor a Jesus Cristo, fizeram da solidariedade o seu estilo de vida e baniram de suas mentes qualquer pensamento que os levasse a tornar a vida dos outros um sacrifício.
Pr. Levi Mello
