quinta-feira, 17 de março de 2011

A Missão Que Muda O Mundo

A Missão Que Muda o Mundo
 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (I Pe 2:9)
     Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mt 5:13)
     No mês de abril, vamos nos unir a outros peregrinos para orar e reafirmar as nossas convicções e ações cristãs junto a uma humanidade tão desmotivada e envergonhada por misérias e sofrimentos. Vamos celebrar, com alegria, a vinda de Jesus Cristo até nós para nos alcançar com o seu amor ilimitado na cruz e na sua ressurreição, desvendando, assim, o mistério da graça de Deus. Vamos declarar abertamente que amamos a Jesus Cristo e que estamos dispostos a manter os nossos olhos fixos nEle enquanto enfrentamos as vicissitudes da vida, nessa nossa jornada terrena, até que, então, sejamos libertos definitivamente dos males que nos cercam diariamente nesse mundo.
     Reconheceremos o esforço exagerado de todos os missionários e obreiros de Deus, de perto e de longe, para levarem o bem “aos quatro cantos da terra”. Admiraremos, com entusiasmo marcante, o fato concreto de Deus ter confiado, a esses amados irmãos, a missão de levarem adiante a certeza de que Deus jamais abandona os que nEle depositam a sua esperança. Esses “cavaleiros do bem” cavalgam incansavelmente para compartilhar o amor de Deus com os pobres, ricos e com todos os pecadores que necessitam do socorro divino. Iludem-se todos aqueles que acreditam que a missão cristã já fez o suficiente. O mal continuará, até quando o Senhor permitir, a espalhar “seus tentáculos” pelo mundo, desrespeitando as famílias, as crianças, os jovens, a política, a economia, a educação, a saúde e as leis. Contudo, é pela fé que os missionários avançam, na certeza de que o mal não conseguirá parar aqueles que levam sacrificialmente, mas também espontaneamente e alegremente as sementes do evangelho da paz de cidade em cidade.
   “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”( Rm 12.1) Através de nossa memória de fé, lembraremos que, desde os primórdios da fé cristã, o altar de Deus continua a esperar todos aqueles que desejam oferecer seus corações a Ele em sacrifício vivo, santo e agradável diante de todos os poderes egoístas e mesquinhos desse mundo, estejam onde estiverem. Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos. (Lc 10:3) A exemplo dos setenta e dois discípulos que o próprio Senhor Jesus comissionou e enviou de dois a dois e de casa em casa, avisando-os de que seriam enviados como ovelhas no meio de lobos e, portanto, em condição de desigualdade, é que esses missionários e obreiros do Senhor são humilhados, privados muitas vezes do aconchego da família, dos amigos, da segurança e de noites de sono tranquilo, sem reclamarem ou desistirem de sua missão. Sabemos que todas essas privações resultam da entrega total de suas vidas ao Senhor e da certeza de que a batalha não seria nada fácil de travar, uma vez que são identificados pelo próprio Senhor como “ovelhas frágeis” tendo de enfrentar “lobos vorazes” em seus ataques cruéis.
     Respeitaremos a sua forma de relativizar os bens materiais colocando-os num lugar em seus corações onde jamais teriam a primazia sobre a suas vidas, ou seja, por amor a Jesus Cristo, fizeram da solidariedade o seu estilo de vida e baniram de suas mentes qualquer pensamento que os levasse a tornar a vida dos outros um sacrifício.
                                                                                     Pr. Levi Mello

quinta-feira, 3 de março de 2011

Um Olhar Para Dentro

Um Olhar Para Dentro
     Geralmente, as pessoas não gostam muito de olhar para si mesmas por medo do que podem encontrar dentro de seu corações. Medo de se verem frente a frente com a sua alma miserável. As misérias  acerca de si mesmas com as quais não gostariam de se encontrar. Nesse sentido, preferem muito mais viver uma vida de aparências, de hipocrisia do que viverem o que realmente são. Talvez por isso, prefiram analisar e criticar duramente a vida dos outros, pois a preocupação com a vida alheia torna-se menos complicada para o hipócrita nesse sentido. Na maioria das vezes, as acusações e críticas que são direcionadas aos outros por essas pessoas, que não têm a coragem de assumir sua verdadeira condição doentia, podre e hipócrita, são uma revelação daquilo que elas próprias são.
     Vendo os escribas dos fariseus que ele comia com os pecadores e publicanos, perguntaram aos discípulos dele: Como é que ele come com os publicanos e pecadores?( Marcos 6:16;) Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio. ( Mateus 11:18)  
     Estas passagens bíblicas revelam que todos nós trazemos dentro de nós realidades de hipocrisia, porque queremos sempre esconder quem realmente somos. Assim como aquelas pessoas não tiveram pudor em criticar e acusar Jesus Cristo e João Batista, nós também não temos de condenar nossos irmãos em Cristo.
    A maneira como a maioria de nós foi criada nos leva a pensar que somos obrigados a esconder nossos medos, nossos pontos fracos para sermos aceitos. Temos vergonha de sermos quem somos e esta vergonha nos impede de enxergarmos o nosso melhor. ( Paulo Franklin)
   Preferimos esconder quem realmente somos, porque no fundo temos medo de não sermos aceitos como gostaríamos de ser. Temos uma máscara para cada momento em que nos encontramos com as pessoas. O que mais fazemos é “empurrar a sujeira para debaixo do tapete”. Esconder as feridas, não resolverá o problema, porque a sensação de segurança produzida por essa decisão será sempre momentânea e incompleta. O melhor que temos a fazer é nos apresentar diante de Deus e das pessoas como realmente somos. Aqueles que nos amam, sempre estabelecerão conosco uma relação saudável e serão em nós e conosco vidas que curam. 

Firme Suas Raízes Na Eternida

Paulo advertiu seus irmãos de Colossos a colocarem seus corações na eternidade e é claro, ele tinha ótimas razões para dar essa recomendação. “Pensai nas coisas de cima e não nas que são da terra”. (Cl 3:2) Tudo aqui na terra, além de efêmero, é muito atrativo e nós temos a tendência de valorizar muito mais as coisas aqui “de baixo” do que as “lá de cima” onde Deus se encontra. Por exemplo: com o interesse de não perder o verdadeiro foco da sua existência, o salmista preferiu pensar prioritariamente na eternidade. “Elevo os meus olhos para o alto. De onde virá o meu socorro? O meu socorro vem do Senhor, criador do céu e da terra”. (Sl 120)
Geralmente, como seres humanos, passamos a depender muito do dinheiro, da fama, do poder, do prazer, quando na verdade deveríamos depender exclusivamente de Deus, ou seja, da sua boa, perfeita e agradável vontade. Acredito que qualquer ser humano pode viver os seus dias aqui na terra usufruindo de tudo aquilo que conquista a partir de seu trabalho. O problema não está nisso. Deus não nos proíbe de prosperar na vida. Onde está o problema? O problema está no fato de permitirmos que esses caminhos controlem a nossa vida a tal ponto que a vontade de Deus seja colocada à margem da nossa vida. Devemos ter cuidado, portanto, com as escolhas ou direções que tomamos. Alguém disse que sempre de novo nos devemos afastar das direções erradas, em que tão frequentemente nos movemos com o nosso pensar e agir. Sempre de novo nos devemos voltar para Ele, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Sempre de novo nos devemos tornar “convertidos”, com toda a vida voltada para o Senhor. E sempre de novo devemos deixar que o nosso coração lute contra a força da gravidade, que o puxa para baixo, e levantá-lo interiormente para o alto: para a verdade e o amor”.
Isto é, todos os nossos desejos, vontades, lucros, conquistas, conhecimento, influência e talentos precisam convergir para Cristo. O correto é colocar nosso pensamento e atitude na direção certa. “Para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra”. (Ef 1:10)
Se vivemos aqui nesse mundo, mas com “o coração” interiormente levantado para o alto, nenhum tipo de escassez será capaz de desviar nosso pensamento da eternidade onde Cristo está. Nada poderá nos arrastar para baixo e colocar sobre nós fardos pesados que não poderemos carregar. Fardos, aliás, que Cristo já carregou em nosso lugar. Isso não significa que vamos abandonar o nosso cotidiano, a nossa realidade. Na verdade, significa que começaremos e terminaremos nossas atividades desejando que Deus sopre sobre nós seu “vento eterno” para cuidar de nós.