quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Guarda O Teu Coração

“Guarda o teu coração com diligência, pois dele procedem as fontes da vida (Provérbios 4:23).Guarda o teu coração. Mais pessoas no mundo se tornariam felizes ou mais felizes do que já são se aprendessem a proteger seus corações.” A palavra coração, (no hebraico: לִבֶּ֑ךָ - lib-seja-cha – homem interno, vontade, mente, coração.) que comumente usamos, se refere ao intelecto, à vontade, ao afeto capaz de produzir angústia, tristeza, ira, preocupações, melancolia, medo, alegria, paz, segurança. O coração é a evidência de quem somos, do conjunto dos nossos sentimentos, embora na maioria das vezes não tenhamos coragem de admitir o tipo de sentimento que alimentamos no coração.O melhor recurso que uma pessoa pode usar para reduzir os danos emocionais que a vida, por si só, é capaz de produzir na caminhada, é, sem dúvida, a construção de uma mente saudável. Uma mente saudável não é tão fácil de conseguir e ninguém consegue tal objetivo de um dia para o outro, porque na maioria das vezes as pessoas não estão muito dispostas a falar de si mesmas com transparência ou preferem ignorar sua condição atual, “empurram o lixo pra debaixo do tapete”. Quase ninguém tem interesse em falar do “lixo acumulado” dentro do coração, nem tem o bom senso necessário para evitar que as pessoas depositem “lixo” dentro de seus corações. Ou seja, não tem disposição para enfrentar todos os pensamentos, vontades e afetos que fazem parte de sua vida. Lá, bem lá dentro, estão guardadas todas as questões da vida que as tornam infelizes ou felizes. Certamente, alguém que deseje proteger o seu coração precisará abri-lo para uma limpeza considerável. Lembre-se de que uma das acusações mais duras que Jesus Cristo fez em relação ao comportamento dos fariseus e líderes religiosos de sua época, foi a de que seus corações eram semelhantes a sepulcros: belos por fora, porém terrivelmente podres e sujos por dentro. Sua palavra identificava corações manchados por toda espécie de fingimento e pecado (Mt. 23: 27-32).Ficou claro nas palavras de Jesus, a verdade de que o nosso coração é o responsável pela nossa edificação emocional, moral e espiritual. Somos, portanto, os responsáveis por vigiar o nosso coração. Gosto de pensar na idéia de que à medida que nos tornamos mais criteriosos quanto àquilo que pretende penetrar no nosso coração e em relação àquilo que pode sair dele, mais nos aproximamos da realização pessoal. “Nossa mente se manterá regular ou irregular, confortável ou desconfortável, de acordo como o nosso coração é mantido protegido ou negligenciado” (Mathew Henry´s). Nesse sentido, protegemos nossos corações das dores que os outros podem nos provocar e protegemos os outros das dores que nós podemos provocar, isto é, de fazer doer o coração dos outros.O objetivo precisa ser o de impedir que o coração seja controlado pelos problemas da vida e mantê-lo afastado de qualquer delito que, naturalmente, ele é capaz de produzir. Note que a proposta não é fugir dos problemas, mas sim manter um coração saudável no meio deles. “Nosso ser interior” deve ser guardado como o maior bem que possuímos. É como se sentinelas bem treinadas fossem instruídas a montar guarda em volta do nosso coração para impedir que ele seja feito prisioneiro por seus inimigos e ao mesmo tempo passassem em revista tudo aquilo que se propõe a sair dele.

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